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UPPs: Antes, depois e agora. Precisamos da PM e a PM, de nós.

By fernandag

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Informe do Leblon_24_10_2014

Informe do Leblon – O GLOBO – Caderno Zona Sul – 23/10/2014

“Na época, vendi um imóvel a preço de banana por causa da violência”; “Perdi as contas de quantas vezes acordei no meio da madrugada com o barulho dos tiroteios”. É raro encontrar um carioca que nunca viveu ou presenciou situações desse tipo.  A “época” a que se referem é sempre a mesma: antes da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Verdade seja dita: tempos atrás nunca poderíamos imaginar que seria possível uma “ocupação do bem” nas favelas até então dominadas pelo tráfico. O projeto das UPPs é inovador e o interesse no sucesso dessa iniciativa é de todos nós.

Como já falamos aqui, no início da implantação das UPPs, o governo contou com o apoio financeiro de Eike Batista que, junto com outros empresários, fez um grande investimento viabilizar o projeto. Mas esse suporte deixou de acontecer e a contribuição era importantíssima: possibilitou muitas das obras das UPPs, que são instalações caras. Diante disso, em vez de assistirmos de braços cruzados à degradação de um projeto dessa magnitude, precisamos agir. Já aprendemos a força das parcerias para tornar realidade tantas boas ideias. Isso inclui a sociedade e a inciativa privada. Não adianta só cobrar do poder público.

Foi em nome da coerência entre o que defendemos e como agimos que nós, da AMALEBLON, abrimos diálogo sobre as UPPs com o Metrô Rio. Valeu a pena: na última semana, a empresa fez importantes doações para a UPP da Chácara do Céu. Estabilizador de PC, bebedouro, colchonetes, arquivos, mesas, cadeiras, ventiladores, tinta para pintura das paredes e outros itens importantes para que os PMs dessa unidade tenham melhores condições de trabalho. São profissionais que diariamente se expõem ao risco de perder a própria vida em nome de nossa integridade.

Há problemas no sistema público de segurança e até mesmo na própria PM? Sem dúvidas.  Mas a mudança desse cenário depende também das nossas próprias mudanças. Bancar o “cavaleiro do apocalipse”, seja na mesa do bar, seja nos debates que surgem no facebook, não resolve. Em vez de só criticar e reclamar, é preciso agir. Com coerência, lógico. Porque a corrupção, por exemplo, não é nunca uma via de mão única.

Por outro lado, a entrada de novos oficiais na Polícia Militar, além de aumentar o efetivo, também contribui para que uma nova cultura seja multiplicada. São PMs que não viveram, por exemplo, uma ditadura. Isso leva para a corporação uma postura diferente. Apesar das duras críticas que recebe da sociedade, é à PM que recorremos com todo tipo de chamado: seja numa confusão com vizinhos ou diante de fatos graves. Como podemos esperar um ótimo desempenho desses profissionais se não houver uma estrutura razoável para que exerçam suas funções? Nós precisamos da PM e a PM também está precisando de nós.

Hoje, agradecemos especialmente ao Metrô Rio pelas doações à UPP da Chácara do Céu. Se você também abraçar essa causa, vamos promover, juntos, as transformações que desejamos. A jornada é longa, mas se dermos um passo, apenas um passo por dia, estaremos cada vez mais perto daquilo que consideramos ideal: um lugar mais seguro e mais justo para viver. E então, qual o seu passo de hoje?

Grupo Familiar da AMALEBLON

Orientação e apoio para Familiares de Dependentes de álcool e drogas.
Todas as quintas-feiras, das 19h às 21h – 23° Batalhão da Polícia Militar
Rua Capitão Cesar de Andrade – Leblon
Participação gratuita – estacionamento no local

Saudações,
Evelyn Rosenzweig
Presidente da
AMALEBLON, CAL e ACLEBLON

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